Assessor de Imprensa do XV, fala sobre como começou no clube

Foto Crédito: Vitor Prates

O nosso entrevistado da vez é Evandro Pelligrinotti, assessor de imprensa do XV de Piracicaba. No qual conta um pouco de como começou no clube, entre outros assuntos.

Resenha – Fale um pouco sobre como você começou na assessoria de imprensa do XV de Piracicaba?

Evandro – Eu costumo dizer que as coisas, graças a Deus, foram surgindo de forma muito natural para mim, na área do jornalismo, o que não quer dizer que não teve muito esforço e dedicação (risos). Não entrei tão jovem na faculdade, mas acredito que entrei no momento certo, que foi quando o XV completou 100 anos. Como o livro do centenário foi feito em parceria com a Unimep, que foi onde me formei, surgiu a oportunidade de fazer parte deste projeto, a partir do convite para que os alunos interessados se engajassem na ação. Foi então que conheci o Fernando Galvão e o Eduardo Castelari, assessores de imprensa do XV na época.

Nesse mesmo período, os dois abriram as portas para que tocássemos (eu e mais dois amigos, também alunos de jornalismo) o projeto da rádio XV, e os laços foram estreitados. Como pouco tempo depois eu fui trabalhar como setorista pela rádio Difusora, continuei em contato diário com os dois, e quando o Fernando passou a ser coordenador de comunicação e marketing, ele me fez o convite para ser assessor de imprensa do clube, ao lado do Eduardo. De lá para cá já se passaram cinco anos e quatro meses.

Resenha – Você trabalhou com diversos treinadores e jogadores, fale para os nossos leitores como é o dia-a-dia de um assessor de imprensa?

Evandro – Em primeiro lugar, é uma responsabilidade muito grande, porque o material que produzimos é atribuído como um posicionamento oficial do clube e qualquer palavra mal encaixada pode gerar uma repercussão negativa bastante acentuada. As atribuições diárias de um assessor de imprensa passam pela checagem das notícias relacionadas ao clube divulgadas em todos os meios de comunicação (o chamado clipping); abastecimento, gerenciamento e acompanhamento das redes sociais e site; atendimento às demandas da imprensa; agendamento de entrevistas coletivas e individuais; produção de releases e outros materiais de suporte à imprensa, além de conteúdo interno; acompanhamento de treinos e jogos; entre outras.

Resenha – Conte um jogo que você jamais vai esquecer e outro que você não quer nem ouvir falar.

Evandro – O XV se caracteriza por fazer jogos com roteiros dignos de filmes. Um que contou com todos esses ingredientes foi a final da Copa Paulista de 2016, contra a Ferroviária, em Araraquara. Começou com toda a logística que precisou ser montada para que o Clayton, capitão do time, saísse de lá e chegasse de helicóptero, a tempo do seu casamento, em Piracicaba. Isso, por si só, já é uma coisa surreal.

Antes da partida teve o susto e a preocupação com o acidente do caminhãozinho do clube, envolvendo os roupeiros Elias e João; depois, em menos de 20 minutos, o XV sofrendo três gols e perdendo a vantagem que havia construído no Barão, e quando parecia que estava tudo perdido, o Rodrigo (sempre ele) vai lá e marca de cabeça, recolocando as esperanças em nossos corações. Para encerrar, uma disputa de pênaltis. Certamente, um dia inesquecível para todos os envolvidos, direta ou indiretamente.

Um que não quero nem ouvir falar é o qual perdemos o acesso para a Inter de Limeira, em casa, no Paulistão A2 desse ano. Por isso, nem vou me alongar muito sobre esse jogo (risos). No entanto, é bom enaltecer a reação da nossa torcida, reconhecendo tudo que foi feito, e também o adversário, que lutou até o final e teve seus méritos. Isso é o futebol!

Resenha – O que é o XV de Piracicaba, para Evandro Pelligrinotti?

Evandro – Essa é uma pergunta difícil de responder. Nós não explicamos o que é o XV, nós sentimos, mas eu vou tentar (risos). Eu vejo como um clube diferenciado, e não é demagogia. Piracicaba tem uma característica peculiar, que é ter crescido bastante, mas ainda assim ter mantido as raízes de um município do interior. Acredito que isso se reflete no clube, que é acolhedor, que traz uma cidade inteira junto, nos funcionários, que tratam o clube com uma paixão imensurável, e também em jogadores, comissão técnica, torcedores e etc, formando quase que uma imensa família. Por isso, as derrotas são tão doídas e as vitórias tão saborosas. Um ponto interessante é que o XV é um dos pouquíssimos times do interior que tem a maioria dos torcedores a seu favor em seu estádio, quando enfrenta as equipes da capital. Tem a camisa zebrada, o sotaque, enfim, o XV é um patrimônio do futebol.

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