Braçadas da solidaridade!

A nossa coluna desta semana é dedicada a um piracicabano que faz a diferença por meio do esporte. O ultramaratonista Marcos Fraccaro uniu duas de suas paixões, a natação e a solidariedade, para fazer o bem aos que mais precisam neste momento de pandemia por conta do corona vírus (covid-19).

Fraccaro se juntou ao amigo Gustavo Carvalho, de Pirassununga, e idealizaram o projeto “Braçadas que Alimentam”. Eles nadaram o dia inteiro, no úlitmo sábado, simultaneamente, cada um em sua pisicina e em sua cidade. Enquanto isso, as pessoas tiveram a oportunidade de fazer doações em dinheiro e em alimento para serem revertidas a instituições de caridade.

Os atletas nadaram do nascer ao pôr-do-sol (das 6h às 18h), o que resultou em 12 horas e cerca de 30 quilômetros de braçadas! É como ir nadando de Piracicaba a Limeira, por exemplo. Uma verdadeira maratona de amor ao esporte e ao próximo!

A iniciativa de Marcos Fraccaro e Gustavo Carvalho foi transmitida ao vivo pelas redes sociais e eles ainda tiveram a ajuda de técnicos do Brasil inteiro, como Samir Barel, Marta Izzo, Artur Pedroza, Thiago Rebolo, Glauco Rangel e Alan Viana, entre outros, com orientações e treinamentos.

Ao final da maratona, eles conquistaram cerca de R$ 6.800 pelo site da vaquinha, além de aproximadamente 80 cestas básicas. Foram arrecadados deste itens básicos, como arroz, feijão, açúcar e leite, até produtos variados, como pepino e biscoito. As instituições beneficiadas foram os projetos Amma, Vida Renovada, Senepi, as três de Pirassununga.

O piracicabano entrou nesse projeto a partir de sua disposição para ajudar ao próximo, além da oportunidade de divulgar o esporte que tanto ama. “O Gustavo ia fazer sozinho lá em Pirassununga e me pediu umas dicas de como fazer. Aí, eu passei as dicas e orientei”, explicou. “Mas, depois eu disse a ele: ‘Mas tem um jeito melhor da gente te ajudar. Eu nadando aqui também; a gente junta e arrecada mais’. Aí nasceu o projeto Braçadas que Alimentam.”

O piracicabano também falou à coluna sobre essa experiência: “Foi incrível. Eu já tenho uma certa bagagem com natação de longa distância, sou ultramaratonista, então as minhas provas são de horas e horas nadando”, contou Marcos, lembrando que o montante arrecadado foi para Pirassununga porque a ideia veio de lá. Porém, nada impede de se fazer algo parecido aqui em Piracicaba, futuramente. “Plantamos a sementinha neste tipo de ação. E pretentemos continhar.”

Fraccaro disse que essa vontade de ajudar às pessoas vem do exemplo de seus ídolos. “O esporte é mágico! Quem pratica a vida toda uma modalidade tem a oportunidade de ver os seus ídolos fazerem isso. A gente só tentou se inspirar neles para fazer alguma coisa parecida”, declarou. “E foi algo diferente. Foi a primeira vez feita à distância, já que não pode se aproximar (devido à pandemia)”, finalizou. Que esse exemplo seja seguido por todos nós!

Colunista – Alexandre Nascimento – Chefe do Setor de Eventos da Selam (Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras)

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