Coluna Esportiva com Prof. João Braga.

Arte: Blog do Vitor Prates.

Viagem no tempo.

Algumas vezes me pego imaginando qual seria a reação do Prof. William G. Morgan, criador do esporte que, inicialmente, chamara de “Mintonette”,  pudesse viajar no tempo e acompanhar os jogos do Programa Olímpico do Voleibol, no Rio de Janeiro em 2016.

Era final do século XIX, em 1895, quando o diretor de Educação Física da ACM (Associação Cristã de Moços), famosa entidade educacional dos EUA, preocupado em oferecer atividades físicas sadias durante o inverno,  buscava alguma opção que pudesse ser praticada em ginásio fechado e que, ainda, tivesse pouco contato físico, como no já existente basquetebol, diminuindo as possibilidades de contusões, podendo ser praticado até uma idade mais avançada.

Inicialmente o jogo utilizava a câmara da bola de basquete e a rede de tênis, elevada num poste.

Pois bem, o jogo cresceu, ganhou os EUA, depois a Europa, Ásia e América do Sul, entrando para o programa olímpico em 1964.

Reconhecido pelo gosto da atualização, o Voleibol tem visto alterações constantes, sempre modernizando o jogo, sem descaracterizá-lo.

No Brasil, onde o esporte com bola, parece estar no DNA, o jogo tomou outros contornos a partir de 1982, com a Seleção Brasileira passando a estar entre as melhores do mundo.

Nestes mais de 100 anos tivemos a definição de, no máximo 3 toques, a introdução da manchete (receber a bola “por baixo”), a linha de ataque, a liberação do bloqueio, a defesa com as pernas e até a utilização dos pés, além da criação de uma posição de defensor (líbero), tudo para que a bola possa se manter mais tempo no ar, oferecendo um show de habilidades para os espectadores.

Voltando ao início do texto, imagino o prof. William nas arquibancadas, assistindo a final do Voleibol nas Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Primeiro imagino a felicidade de um professor se sentir imortal, tendo deixado um legado de atividade física, utilizado por crianças, jovens, adultos e idosos de todo o mundo.

Segundo, imagino o espanto dele ao ver o jogo, inicialmente criado para pessoas mais velhas, ter evoluído para um espetacular show de agilidade, flexibilidade, velocidade, explosão e precisão. Um jogo coletivo, como ele queria, onde não há a possibilidade de se ganhar sozinho. Um jogo apaixonante, com múltiplas possibilidades de grandes jogadas e grandes viradas.

Imagino também o agradecimento público que todos, todos os presentes ao ginásio, incluindo comissões técnicas, árbitros, atletas e público, apaixonados pelo voleibol fariam questão de oferecer ao Prof. William G. Morgan. Numa explosão de aplausos nossos agradecimentos por ter criado o que, no futuro, seria nossa paixão de vida, o Voleibol.

Prof. João Braga

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