Daniel Costa sonha com título da A2 para presentear o pai, sócio torcedor do XV há mais de nove anos

Meio Campista do XV de Piracicaba - Daniel Costa - Foto - Elcio Fabretti

Desde que começou a Série A2 do Campeonato Paulista o XV de Piracicaba sempre foi considerado um dos favoritos para conquistar o acesso. Mas ninguém imaginava que o estadual ficasse parado por mais de quatro meses. Nesse período o clube teve que renovar os contratos dos atletas, saiu uns e chegou apenas um, treinador também foi trocado, chegou outro.

O assessor de Imprensa do XV de Piracicaba Evandro Pelligrinotti, realizou uma das matérias formidáveis, com o Piracicabano, Daniel Costa, o maestro dessa equipe na busca pelo acesso.

O dia dos pais, em 2020, será celebrado neste domingo, 9, mas o senhor Miguel Costa Neto terá que esperar um pouco mais para ganhar o presente que pediu a um de seus filhos. Sócio torcedor do XV de Piracicaba há mais de nove anos, de forma ininterrupta, seu Miguel torce para que seu filho, o meio-campista do Nhô Quim Daniel Costa, ajude a recolocar a equipe na elite estadual e não “só” isso, a conquistar o título do Paulistão A2, que está próximo de retornar.

“É um sonho de todo pai, que gosta de futebol, ver um filho jogando pelo time da sua cidade e sendo campeão”, disse seu Miguel, que, aliás, deseja ver o Alvinegro Piracicabano galgar seu espaço também no cenário nacional.  “Antes da pandemia, tive um sonho, que o XV foi campeão, e no ano seguinte disputou a Série D e subiu para a C. Espero que isso se concretize, e se possível com meu filho jogando”, contou o carpinteiro de 62 anos.

Formado nas categorias de base do XV, Daniel Costa deixou o Nhô Quim em 2009, fato que não impediu seu Miguel de associar-se e ter mantido as mensalidades em dia durante todo esse tempo. “Eu sempre gostei de futebol e sou torcedor do XV. Pelo fato de ter meus dois filhos iniciando a carreira nas categorias de base do clube, vi que me tornando sócio e mantendo a mensalidade em dia, mesmo não indo frequentemente aos jogos, seria uma maneira de ajudar e até mesmo de agradecer pela formação dos meus filhos como jogadores”, explicou.

O outro filho mencionado por seu Miguel é Michel, também meio-campista, que iniciou sua trajetória profissional no Alvinegro Piracicabano, no final dos anos 90, e que voltou para outra passagem, entre 2004 e 2005. O ex-atleta, devido a uma leucemia, faleceu em outubro de 2017, aos 36 anos. “A minha relação com o XV sempre foi muito bonita. Aos 16 anos, joguei no juvenil e fui treinado pelo Dema, que atuou no Palmeiras. Treinávamos no Roberto Gomes Pedrosa (onde hoje fica um supermercado). Como precisava trabalhar, não podia ir a todos os treinos e partidas. Depois que casei, virei frequentador assíduo dos jogos e sempre que podia levava meus filhos, para que criassem neles a paixão pelo time da nossa cidade”, comentou seu Miguel.

Daniel Costa, que tem o irmão como referência como jogador profissional, é pai de Vinícios e Enrico, de seis e três anos, respectivamente, fato que o faz entender melhor algumas situações. “Quando criança, no momento que somos repreendidos por nossos pais, ficamos bravos, mas depois que nos tornamos pais, repreendemos nossos filhos porque queremos o bem deles. Então, o que sou hoje e a educação que tenho, devo muito ao meu pai. Éramos em quatro filhos, e não é fácil criar quatro crianças. Ele era um pouco rígido conosco, porém, depois que crescemos, percebemos que ele queria somente o nosso bem”, externou o camisa dez quinzista.

Se seu Miguel influenciou Daniel como pai, foi ainda o combustível para se tornar atleta profissional. “A paixão pelo futebol veio por meio dele, que sempre levou meus irmãos e eu aos jogos, principalmente do XV”, contou, antes de falar sobre o pedido especial do pai, aliás, não somente dele. “Vejo como uma responsabilidade a mais (risos). Mas é um sonho meu também, de ser campeão e fazer história em um clube que sou torcedor e que todos meus familiares torcem”, concluiu. A pandemia de Covid-19 alterou, pelo menos neste instante, a rotina de todos e Daniel conta como tem sido isso em relação ao seu pai. “Precisamos sempre nos lembrar de tomar todos os cuidados necessários. Aquele abraço apertado hoje não é possível, no entanto, o carinho, o amor e a atenção podem e devem continuar”, enfatizou.

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