Opinião – Douglas Pimenta

Só não enxerga quem não quer ver ou não entende de futebol…

Olá fiéis amigos leitores! Somente uma coluna escrita para o “Blog do Vitor Prates” e muitos comentários, elogiando o ponto de vista de quem vos escreve. Ao mesmo tempo indo de encontro a nossa realidade futebolística.

Bom, e estamos aqui novamente para mexer com o imaginário do torcedor. Vivemos em tempos difíceis, financeiramente, falando dos clubes de futebol. E hoje o que estamos vendo, é uma consciência maior dos dirigentes esportivos. Falo de contratações de novos jogadores para seus clubes e a importância que realmente deve se dar para as categorias de base. Antes haviam contratações que mexiam com o mercado, estimulando negociações e troca-troca de atletas pelos dirigentes.

Agora, em tempos de Lava-Jato, a mentalidade mudou. Até os grandes clubes estão mais voltados para buscarem soluções dentro de sua própria casa, ou seja, nas categorias de base. Corinthians, Fluminense, São Paulo (fez algumas contratações, mas com dinheiro arrecadado por venda de atletas da base), Santos, Botafogo, Flamengo, Vasco, Atlético-PR, Cruzeiro, Atlético-MG, Grêmio, Internacional, enfim, quase a maioria dos clubes estão convivendo com este período de adaptação aos novos tempos administrativos. As famosas receitas x despesas.

E com isto, buscando oportunizar novas gerações de atletas oriundos de sua própria formação. Resultado; um melhor planejamento, busca de objetivos e metas a médio e longo prazo, sem endividamento, uma gestão financeira mais tranquila. E um dos temas que ainda escutamos, porém em poucos clubes, os famosos salários atrasados. A mentalidade que a temporada do futebol brasileiro é longa e desgastante, está fazendo o dirigente aprender na marra. Lembramos que o campeonato de pontos corridos passou a existir desde o ano de 2003 (Cruzeiro Campeão).

E só agora depois de muito tempo é que se tem uma conscientização geral, de que metas e objetivos sempre serão alcançados a partir do planejamento. Se a cada temporada o clube fizer um time novo, sempre será difícil e mais distante atingir seus objetivos. Temos uma exceção no mercado que é o Palmeiras (está comprando atletas sempre, porque tem muito dinheiro do patrocinador). E cito um exemplo que gosto de ver em andamento.

O Vasco da Gama saiu de uma Serie-B há dois anos atrás, fez um campeonato brasileiro razoável no ano passado e este ano conseguiu classificação para a Copa Libertadores da América. Detalhe, o ano que subiu, foi aos trancos e barrancos com atletas muito experientes. No ano passado, o time era muito novo e chegou onde está. Este ano, o Vasco, já vendeu atletas para o exterior, para o Corinthians. E o outro exemplo, o São Paulo. Sempre coloca jogadores oriundo da base e vem mudando sua política, tentando contratações para ajustar o elenco, mas está difícil de ajustar. O tempo vai dizer, e estes ajustes só serão possíveis se houver continuidade de trabalho. A fórmula está bem debaixo dos olhos para quem quiser enxergar… Grande abraço a todos e até a próxima…

Piracicaba, 19 de Abril de 2018

Douglas Pimenta

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