Treinar sozinho ou com assessoria?

Eu já fiz os dois e optei por um meio termo, vou explicar.

Comecei com um grupo de corrida e caminhada, grande e heterogêneo em idades e objetivos, sem planilha, seguíamos a orientação de educador físico em local e horário específico.

Fiz amigos com os quais tenho contato até hoje. Com eles participei das primeiras provas de 5, 10 Km e também minha primeira meia maratona.

Após a realização dessa prova, resolvi entrar para uma assessoria, escolhi um grupo grande e movimentado. A orientação do treinador me ajudou muito, melhorei minha performance e descobri o meu perfil de atleta, com ele realizei minha primeira maratona. Fiz novos amigos.

Depois de dois anos, resolvi seguir meu jeito ensimesmado de ser, saí da assessoria e procurei uma treinadora individual.

Ela, também corredora, me orientava por meio de treinamento virtual, me enviava planilha via e-mail e eu dava o feedback por whatsapp, sem treinos coletivos ou encontros.

Com ela que parti para as provas longas, evoluí bastante e passei a ter resultados expressivos que me deram mais segurança para continuar neste caminho.

Após três anos, senti necessidade de tentar correr livre, sem planilhas, não deu certo, pois não me adaptei a treinar sem supervisão. Tentei por dois meses.

Finalmente cheguei ao meu treinador atual, corredor experiente, ele tem uma assessoria em São Paulo com grandes participações em corridas de montanha. O treinamento é virtual, eventualmente participo de treinos especiais.

No meu caso, correr sem treinador não deu certo. Com grandes grupos e treinos coletivos também não me enquadrei, assim escolhi o meio termo.

Tenho um ótimo treinador e sou atendida virtualmente. Posso fazer meus treinos sozinha ou com os amigos que fiz ao longo destas passagens, ou com os colegas da minha atual equipe.

São muitas opções, o atleta precisa antes de mais nada identificar o que realmente quer, lembrando a importância de receber orientação de profissional da área, afinal a corrida deve ser feita com prazer, mas também com muita responsabilidade.

Na próxima vamos falar sobre “morrer e ressuscitar” ou “the dark place”, expressões sobre momentos obscuros que enfrentamos durante uma ultramaratona e o quanto isso nos ensina sobre nossos limites físicos e mentais.

Estela Vaz
Ultramaratonista amadora
2019 – finisher Badwater 135 – EUA
2019 – finisher BR 135 – Brasil
2018, 2017, 2016 – finisher UAI Ultramaratona dos Anjos Internacional – Brasil
Contato: estela-vaz@hotmail.com 
instagram @vaz.estela

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