Uma paixão que foi passando de avô pra filho, e de filho pra neto

Foto Crédito - Mariana Kasten

O Blog do Vitor Prates e Programa Resenha Esportiva da Rádio Difusora vem para mais uma série de matérias, desta vez, batemos um papo com Guilherme Schmidt, mais conhecido por todos como Shime e pai da linda Vitória, casado com Thayná de Mori.

Shime torcedor apaixonado pelo XV de Piracicaba, um dos integrantes da Torcida Esquadrão. E em nossa matéria irá contar um pouco desta paixão pelo clube e de sua brilhante coleção de camisas do clube.

RESENHA – Shime, conta como começou a acompanhar o XV de Piracicaba?

SHIME – Comecei desde pequeno com uns 8 anos de idade, meu pai já me levava ao campo, as vezes acompanhado do meu avô (falecido) e dali já fui crescendo e vendo que era o que realmente eu gostava. Lembro muito bem do jogo frente ao Monte Azul no acesso em 2005, acabando o jogo houve a invasão de campo, eu com meu pai entramos pela lateral do gramado, e é uma cena que está marcada na minha memória e desde então foi uma paixão que foi passando de avô pra filho, e de filho pra neto. E hoje eu já levo minha menina ao estádio, desde o 1° ano de idade (Hoje com 3 anos). PS: meu avô e meu pai já viajavam antes de eu mesmo ter nascido, foram de Chevette pro Mineirão, e rodavam o interior de São Paulo assistindo o XV que naquela época vivia uma época diferente dos dias de hoje.

RESENHA – Um jogo que te marcou? E um que quer esquecer?

SHIME – Jogos marcantes tem alguns mas vou falar de um jogo recente que me marcou muito, é a final contra a Ferroviária em Araraquara no ano de 2016, saímos ganhando de 2×0 aqui no jogo de ida, perdendo de 3 x 0 lá conseguimos um gol de escanteio salvador que levaria aos pênaltis, tirando todo o pré jogo, de estar junto com meus irmãos de arquibancada, minha esposa grávida(que não sabia) um diluvio que caiu na hora do jogo, fora a corrente de oração na hora dos pênaltis, são coisas que é impossível sair da cabeça, fora a festa aqui em Piracicaba na hora que chegamos ver a Silva Jardim, a São José lotado de pessoas, é coisa surreal… um jogo pra esquecer com certeza é a semi da A2 que perdemos o acesso pra Inter dentro de casa com o barão lotado, com gol mal anulado no jogo de ida, o time sendo superior nos 2 jogos, mas superioridade não ganha jogo, num raro lance no final eles acharam um gol e conseguiram o acesso nos pênaltis.

Ruy e Shime – pai e filho apaixonados pelo XV

RESENHA – Sabemos que é um apaixonado pelo XV de Piracicaba, hoje você é um colecionador de camisas do clube, conte como começou esta coleção, tem alguma camisa especial?

SHIME – Sempre gostei de ter camisas do XV, mas não era um colecionador aficionado (até então) durante a quarentena, falei pro meu pai porque não pegarmos todas as camisas e tirar foto delas uma por uma? Na hora ele topou, fomos atrás de um manequim e a partir daí fomos ter noção de tudo o que tínhamos, porque até então tinha muitas que ficavam em gavetas, armários e sacolas (67 camisas desde a primeira contagem). A partir daí fui começando a procurar alguns modelos e fui adquirindo através disso, alguns amigos também me ajudaram doando algumas camisas, e hoje conto com 89 camisas, devagarzinho vamos ajeitando; desde antes de ter esse projeto sempre tive o sonho de ter 2 camisas, uma delas é a do XV quando utilizou Adidas, e a segunda era a camisa branca de 95, usada na campanha do título do Brasileiro série C, a segunda depois de muita procura acabei encontrando semana passada e consegui finalizar essa meta.

Usada no Brasileiro da Série C de 1995, no maior título da história do XV de Piracicaba.

RESENHA – Shime e XV, qual o sentimento?

SHIME – Falar de XV é difícil porque é muito mais que um sentimento, é amor, paixão, raiva, tristeza alegria. O XV proporciona tudo isso, dependendo do resultado altera o seu humor a semana inteira, e mesmo perdendo você não vê a hora de chegar o próximo jogo, conta os minutos pra estar junto na próxima caravana, sai de um jogo já pensando no próximo, cada caravana uma história, cada jogo uma lição.

RESENHA – Um sonho?

SHIME – Creio que o sonho de todo bom XVzista, de ver o clube num patamar melhor, com calendário pro 1º e 2º semestre, jogando o Campeonato Brasileiro (Série C no mínimo) com regularidade, e porque não ser um pouco mais ousado e sonhar com o XV jogando uma Sul-Americana um dia?

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